solidamente só
Os anos passam, mas
as duvidas ficam, cinto-me só
Sem grandes euforias
de viver, apenas só
Quando me lembro de
grandes momentos, o final é sempre só
As manias de tempos
preenchidos, solidamente só
As muralhas onde
vivo são frias húmidas
Com pequenas janelas
Assim recebo a luz
Mas o que eu perdi
Foi uma estrelinha da sorte
Coitado de mim
Ainda acredito na sorte
Do divino. ou por
merecer não a ter
Ou não estar a fazer
O suficiente para a obter
Sinto que não sei
nada
Quero saber de tudo
Não sei verdadeiramente de nada
Porque pensas nos
outros
Porque estas aqui
Levanta te e vai
Mas para onde
Para que, ver o que, fazer o que
Talvez ver Moinhos de
vento
Dom quixotice de la
mancha
Luta com eles e talvez
encontres
Um fim para o teu confronto interno
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